Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

ERA NERD


Realmente os tempos são outros. Outro diferente dos da época de minha tímida adolescência onde ser nerd não era algo, digamos assim, "muito legal". Agora, ser nerd é ser "O Cara". Talvez porque boa parte daqueles que antes não eram agora estarem ou lavando chão ou atendendo em algum balcão de bar de copo sujo.
A cara disso é ver que a maior bilheteria do ano até aqui é o filme "Jornada nas estrelas". O filme mais nerdófilo do ano conseguiu resgatar a franquia do ostracismo e ainda render boas cenas de ação, humor e aventura. Do original manteve muita coisa e ainda conseguiu levar os nerds onde eles nunca haviam chegado antes: na cama de uma gostosona Uhura. Ou vc achava que o nerd era o kirk?

Verdade seja dita, o cinema anda muito sem graça 2.

Alguns podem até falar que acham o cinema europeu o supra-sumo. Verdade é que já foi mesmo. Mas fato também é que toda boa idéia que sai de lá é refilmada nos USA, dando ao cinema europeu ou asiático – por exemplo – uma cara de laboratório, de mercado-teste.
E no Brasil a história não é das melhores. Continuamos tentando fazer sitcoms para a tela grande (Se eu fosse você 1 e 2) ou favela-movies para retratar não só a nossa pobreza de idéias, mas humana também.
Como disse antes, no post anterior, tem muito tempo que não vejo um filme “ducaralho”, o que me frustra. Mas vamos seguir. Há exceções? Há. Só que elas diminuem cada vez mais. Será uma nova era das trevas? Que venha então. Só assim nascerá uma nova contra-cultura.
Para seres tão evoluídos, vivemos demais em ciclos. Rise up machines.

Verdade seja dita, o cinema anda muito sem graça.

Já têm muito tempo desde que vi um filme que me deixasse com aquele ar de ”Nossa Senhora Mãe de Deus” ou, como na musical língua inglesa, “Holly Jesus’ Fucking Mother”. Vamos falar sério. Desde que estruturam/industrializaram a forma de se fazer roteiro na terra do tio Sam, as coisas perderam um pouco a graça. Plot, plot point, 30 minutos para apresentação de personagens, virada da trama, enfim, são muitas as regras para se construir um bom roteiro dentro da estrutura criada/sugerida por Syd Field. Mas a verdade é que todos sabem para que servem as regras no fim das contas: para deixar a vida mais chata e sem graça. O secular e humano medo de errar trava qualquer possibilidade de evolução neste momento.
Nós nos curvamos à tecnologia e esquecemos que fomos nós mesmos que a criamos. O resultado é a falta de criatividade em que vivemos atualmente. É mais fácil olhar para o que já foi (mal) feito e refazê-lo com mais dinheiro, mais tecnologia, mais profundidade de campo, mas luz, mais casting, mais, mais. E leia aí “menos” sempre. Nos quadrinhos a histeria da falta de novas idéias também se apresenta. Talvez, por isso, ele seja a última fonte onde o cinemão roliúdiano esteja bebendo, já que não compreende outras culturas fora de seu próprio umbigo. Difícil esta era que vai demorar a passar. Rise, machines, rise.

4 meses depois, mais uma vez de novo!

Alguns poucos amigos me cobraram na semana passada a atualização do blog. Nem sei se dei ouvido direito a eles – devo ter dado senão nem aqui estava -, mas o fato é que me incomoda sim ter criado algo que estava/está parado.
Parado como um móvel que, depois de alocado na casa, fica ali complementado seu design com teias de aranhas. Arrumado como se não quisesse ser notado. Mas a realidade não é bem essa.
Então, acredito que vem aí mais uma tentativa de deixar este blog mais ativo, mesmo com as tais teias de aranha tomando conta do espaço.

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

MAIS UM DA SÉRIE "QUERIA TER FEITO" OU "PQ AINDA NÃO FOI FEITO"!

Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Cego

O que todo artista merece ao final de sua apresentação é palmas. Quando o espetáculo é muito bom geralmente algumas pessoas já se colocam de pé a aplaudir. Outros seguem cegamente, às vezes pelo ímpeto, outras por que são lentas mesmo e até por serem amigas do artista que se apreseta. Eheheh.
Acho que depois de ver Blindness tive todas as reações ao mesmo tempo. Demorei para ir ao cinema assistir o filme de Fernando Meirelles. Mas a espera foi compensatória. Pena que o aplauso no cinema soa, para alguns, como um gesto cafona e descabido. Mas mesmo sem as palmas eu saí do cinema eufórico.
Uma ou outra coisa me incomodou, mas Ensaio Sobre a Cegueira já é um filme para ter na coleção. Me passou uma pergunta pela cabeça: como o filme teria ficado se a gente tivesse a presença de Kátia Lund, dando suporte na direção de atores, como em Cidade de Deus? Mais visceral talvez. Mas até aí, o gosto é meu.
O filme deve sair esta semana de cartaz, se alguém ler este blog antes disso vá ver. A sala estava cheia, o que também foi legal, e o filme realmente vale a pena. Se tantos enchem salas para ver o 007 de sempre ou estranhos serial-killers em ação, porque não assistir a algo realmente bom e de origem nobre? Eheheh
Vamos lá!
Ensaio Sobre a Cegueira

Domingo, 23 de Novembro de 2008

Zombiewalk - matéria